Valérie Bacot: A mulher que matou o marido (e ex-padrasto) que a violava desde os 12 anos

25 de junho de 2021 ficará para sempre marcado como o dia que muitos consideram que se fez justiça em França. Valérie Bacot saiu do tribunal de Chalon-sur-Saône aplaudida depois do seu julgamento: não vai cumprir pena de prisão.

A francesa de 40 anos, que admitiu ter morto o marido, Daniel Polette, em 2016, foi condenada a quatro anos de prisão, sendo que três anos da sentença foram suspensos. O veredicto permite que Valérie saia em liberdade pois já cumpriu um ano em prisão preventiva.

“Quero agradecer ao tribunal e todo o apoio que recebi de toda a gente. É um novo combate agora por todas as outras mulheres e todos os tipos de maus tratos. Não me sinto aliviada, sinto-me vazia psicologicamente e fisicamente”, disse aos jornalistas à saída do tribunal.

O INÍCIO DO PESADELO

De acordo com o que Valérie explica no livro “Tout Le Monde Savait” (Todo o mundo sabia, em português), os abusos começaram quando Daniel era namorada da sua mãe, Joëlle AubagueValérie tinha 12 anos quando o então padrasto, que na altura tinha 37 anos, a violou.

Daniel foi preso em 1995 e condenado por agressões sexuais, passando dois anos na prisão. No entanto, após cumprir pena, regressou à casa da família e os abusos continuaram. “Ninguém parecia achar bizarro que o Daniel voltasse a morar connosco como se nada tivesse acontecido. Todos sabiam, mas ninguém disse nada”, disse Valérie, citada pela CNN.

Aos 17 anos, Valérie ficou grávida. “Quando ele voltou, disse que me ia deixar em paz. A minha mãe perdoou-o, mas tudo começou novamente. Depois da violação, engravidei”, contou.

24 ANOS DE TERROR

Foi então que a mãe de Valérie a expulsou de casa e esta começou a viver com o então padrasto, que se tornou seu marido. Os anos que se seguiram ficaram marcados por “episódios de violência diários”. Segundo a mulher, David não permitia que ela trabalhasse ou usasse anticoncepcionais – Valérie teve mais três filhos. “Ele batia-me, chapadas, depois socos, estrangulou-me”, recordou, acrescentando que chegou a ameaçá-la com uma arma.

Em 2002, o homem, que era camionista, forçou-a a prostituir-se na parte de trás da sua carrinha. “O medo congelou o meu cérebro”, afirmou na sua autobiografia. Em maio de 2016, Valerie Bacot ouviu o marido a fazer perguntas de teor sexual à filha de ambos, de 14 anos. O medo de que prostituísse a menina levou-a pegar numa arma que o marido escondia no veículo e deu-lhe um tiro na nuca, matando-o.

Fonte: SIC Mulher

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