Relatório da CPI indicia Bolsonaro por 11 crimes

Foto: Marcos Corrêa/PR

O relatório apresentado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Covid-19, no Brasil, sobre a atuação do presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia é demolidor para o inquilino do Palácio da Alvorada. A leitura do relatório, elaborado por uma comissão presidida pelo líder da maioria no Senado, Renan Calheiros, foi adiada para quarta-feira e a votação vai decorrer na próxima semana.

O conteúdo já é conhecido pela comunicação social e inclui a indiciação de Bolsonaro por 11 crimes, incluindo epidemia com resultado de morte, incitamento ao crime, genocídio de indígenas, crime contra a humanidade e homicídio por omissão no combate à pandemia.

Omar Aziz, presidente da CPI, diz que há muita responsabilidade de Bolsonaro e dos aliados: “O presidente propagou medicação não comprovada cientificamente, o presidente fazia campanha para se usar cloroquina, o presidente era contra o uso de mascara, o presidente era a favor da aglomeração, presidente era contra o fique em casa, cometeu varios [crimes], e além de ele o seus bajuladores de plantão também”, disse o senador.PUBLICIDADE

Além do presidente, também três filhos – Carlos, Eduardo e Flávio, tal como vários ministros e ex-ministros estão indiciados por terem montado uma estrutura paralela com o intuito de favorecer a disseminação da Covid-19. Já o plano de saúde Prevent Sénior, em coordenação com o governo, terá pressionado médicos a prescrever medicamentos comprovadamente ineficazes e a modificar as informações sobre causa de morte dos pacientes.

A advogada do grupo de médicos da Prevent Sénior que denunciou esta situação, Bruna Morato, conta: “Pode ser um escândalo muito grande o que fizeram em relação às vacinas ou a outras questões que apareceram na CPI. Mas o que aconteceu na Prevent Sénior, a meu ver, é o mais pavoroso, porque eu desconheço práticas parecidas dentro de hospitais desde a Segunda Guerra Mundial.”

Desconheço práticas parecidas dentro de hospitais desde a Segunda Guerra Mundial

Bruna Morato Advogada dos médicos da Prevent Sénior

O governo e a Prevent Senior são acusados de usar os doentes como cobaias. O executivo terá ainda deliberadamente atrasado a compra de vacinas e montado um gabinete para a propagação de notícias falsas sobre a pandemia. Mais de 600 mil pessoas morreram já no país, vítimas de Covid.

Fonte: Euronews

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