A “vingança” do “indestrutível socialista”: a maioria de António Costa aos olhos da imprensa internacional

Foto: Lusa

A “histórica” maioria absoluta de António Costa conquistada no domingo foi notícia em vários jornais internacionais, que destacam também a “surpresa” do resultado ditado pelos eleitores portugueses. Há quem assinale a “vingança” de António Costa após seis anos de governação e depois de as sondagens indicarem que uma maioria absoluta não seria possível – e que até poderia ser ultrapassado pelo PSD.

A consolidação da extrema-direita (o Chega foi o terceiro partido com mais votos) também é notada por alguns jornais estrangeiros.

The Guardian: surpresa socialista garante “governo estável”

O jornal britânico The Guardian nota a “surpresa” da maioria absoluta conquistada pelo PS de António Costa após as sondagens indicarem o contrário, dizendo que mais eleitores foram às urnas do que seria de esperar durante uma vaga de covid-19. “Significa que Portugal terá um governo estável para gerir e aplicar os fundos de recuperação europeus da covid-19”, lê-se.

El País: “Maioria absoluta histórica em Portugal”

“O socialista António Costa consegue uma maioria absoluta histórica em Portugal”, noticia o jornal El País, acrescentando que os eleitores “castigaram” os parceiros minoritários da Geringonça e tornaram a extrema-direita a terceira força parlamentar no país.

A correspondente em Lisboa afirma que a maioria absoluta pode ser considerada “histórica” num país que não é dado a vitórias rotundas de um único partido, sendo a segunda vez que os socialistas conseguem ganhar mais de 116 lugares, a barreira de uma maioria absoluta num parlamento que tem 230.

A notícia é acompanhada de um perfil de António Costa, em que é descrito como “o negociador implacável” que gosta de “puzzles e de optimismo”.

Le Monde: a “vingança” de António Costa

A maioria absoluta do primeiro-ministro português é definida pelo jornal francês Le Monde como uma vingança, e António Costa é visto como o “unificador”. Agora sem depender dos antigos aliados à esquerda, Costa poderá governar de “mãos livres”. O artigo apresenta ainda o Bloco de Esquerda como “o principal perdedor” das eleições ao passar de terceira para sexta força política. O mesmo diagnóstico é feito ao PCP.

El Mundo: o primeiro-ministro com poucos entraves e mais longevidade

O El Mundo titula que Costa “poderá governar em Portugal sem o lastro da coligação”, considerando tratar-se também de uma vitória por maioria absoluta “histórica” que vai possibilitar governar “sem oposição interna”. O enviado especial do jornal a Lisboa explica que o líder socialista conseguiu “eliminar” os seus rivais do Bloco de Esquerda e será o primeiro-ministro com maior longevidade da democracia lusa.

BBC: uma maioria inesperada

O Partido Socialista ganhou uma “maioria absoluta inesperada” nas eleições antecipadas deste domingo, noticia a BBC, notando que António Costa pedira “estabilidade para garantir a recuperação económica”. O órgão de comunicação social britânico nota ainda a subida do partido de extrema-direita Chega, que se tornou o terceiro partido com mais votos em Portugal.

ABC: fracasso do PSD na tentativa de “desalojar” Costa

“Portugal volta a confiar-se ao socialismo, que alcança a maioria absoluta”, é o título da notícia no ABC, que sublinha “o fracasso dos conservadores do PSD na sua tentativa de desalojar António Costa”

O correspondente em Lisboa do jornal constata que “não houve sobressalto político”, tendo a grande surpresa sido o aparecimento do Chega, um partido semelhante ao espanhol Vox, que ficou em terceiro lugar com 7,1%, um resultado que “superou claramente” os comunistas e o Bloco de Esquerda.

“Mais uma vez, o grande perdedor das eleições foi sem dúvida Rui Rio [líder do PSD], que não conseguiu estabelecer-se como uma alternativa credível ao primeiro-ministro, António Costa”, considera ainda o jornalista.

La Vanguardia: António Costa constrói a sua lenda

Para o jornal La Vanguardia, da Catalunha, “António Costa constrói a sua lenda”, tendo conseguido “tocar no tecto” quando parecia que estava “contra as cordas”. “E as vacas voaram mais uma vez para o primeiro-ministro português, o socialista António Costa, cujo lema mais famoso é que não há impossibilidades e mesmo o gado pode voar pelo céu”, escreve o jornal.

De seguida, explica que António Costa alcançou o seu melhor resultado eleitoral de sempre, conseguiu outro mandato, o que fará dele o militante do seu partido com mais tempo a liderar o Governo, em comparação com os quatro anos de Mário Soares e os seis anos do próprio Costa, António Guterres e José Sócrates.

El Español: o indestrutível socialista que uniu a esquerda

“António Costa, o indestrutível socialista que conseguiu unir a esquerda em Portugal”, é o título do digital El Español, acrescentando que António Costa é “um fã dos puzzles”, gostando deles “complicados” e com “milhares de peças”, que junta com tempo e muita paciência e dedicação.

Talvez devido a isso, em 2015, assumiu uma coisa que poucos acreditavam poder completar com sucesso: a aliança das esquerdas, o governo sem precedentes em Portugal que colocou o PS à frente do Governo, apoiado pelo Partido Comunista (PCP), o Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Ecologista os Verdes (PEV).

Folha de S. Paulo: uma surpreendente maioria absoluta, animosidade com Chega

O jornal brasileiro Folha de S. Paulo nota que o Partido Socialista “garantiu, sozinho, maioria absoluta no Parlamento – resultado considerado surpreendente” e recorda que poucas maiorias absolutas houve em Portugal. Tal como outros jornais estrangeiros, menciona também as palavras de António Costa de que “uma maioria absoluta não é um poder absoluto”.

Há ainda outro risco em causa: “Uma grande mudança na composição do Parlamento ficará por conta do aumento expressivo da bancada do partido de extrema-direita Chega, que assumiu o posto de terceira maior força política do país”. O jornal nota que este partido deverá “encontrar mais animosidade durante a próxima legislatura” e que António Costa adiantou que se irá reunir com os representantes de todos os partidos, menos com o Chega.

Politico: a vitória “em grande” de António Costa

O jornal Politico diz que António Costa “conseguiu uma impressionante vitória” nas eleições antecipadas de domingo. Depois de firmar Governo com os partidos à esquerda, Costa “terá uma maioria pela primeira vez, que reflecte o apoio dos eleitores pela gestão dos socialistas da pandemia e do seu impacto económico”.

La Repubblica: Portugal promove o “modelo Costa”

O jornal italiano La Repubblica indica que Portugal continua “virado à esquerda” com a vitória concedida ao Partido Socialista – sentida e sofrida. A conquista da maioria absoluta pelos socialistas foi “inesperada” e permitirá ao partido governar sem o apoio dos seus aliados à esquerda, lê-se ainda.

Fonte: Público

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